terça-feira, 17 de maio de 2011

A Vida é Maravilhosa!

A vida é maravilhosa!

À partir do momento em que abrimos nossos olhos, temos a oportunidade de fazer tudo diferente do que fizemos anteriormente.

Temos a oportunidade de trabalhar mais, de estudar mais, de aprender com nossos próprios erros, de aprender com os erros alheios, de nos desculparmos, de ajudarmos, de sermos mais carinhosos, mais tolerantes, de, acima de tudo, MUDAR!

As oportunidades de fazer o bem são inesgotáveis e passam diante de nossos narizes o tempo todo. Todos nós temos a opção de agarra-la ou simplesmente deixa-la passar… Ou pior, bem como podemos fazer o bem, podemos também fazer o mal ou simplesmente deseja-lo a alguém, criticar por criticar, não nos desculparmos, não pedirmos “por favor” ou “com licença”, nos fechar para novos aprendizados entre outras coisas…

 

Todos os dias temos escolhas. Cabe a nós mesmo (e somente a nós) decidirmos o que iremos fazer durante as novas 24 horas daquele novo dia…

E você? Já fez o bem a alguém hoje?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Uma Sociedade Sem Culpa

Ando de trêm, metrô, carro, vou a cinemas, restaurantes, bares, assisto TV, ouço rádio, vejo futebol, converso com amigos, trabalho, fico meus familiares... Faço tudo o que uma pessoa normal faz. Faço o que uma pessoa normal faz e reparo no que as pessoas normais fazem. Converso bastante, mas tento ouvir mais ainda. Geralmente, em qualquer ambiente há alguém falando em um tom de voz mais elevado. Há uma TV ligada, um rádio... Enfim, sempre somos influenciados de maneira direta ou não pela opinião alheia. E confesso que, de pouco tempo pra cá, a tal "opinião alheia" tem me deixado um pouco abismado. Em quase todos os lugares, partindo de quase todas as pessoas, independentemente de nível social, religião, região, ou qualquer outro fator que possa vir a ser relevante, é muito nítido o quanto as pessoas estão preocupadas em ter uma opinião formada. Pode ser sobre qualquer tema: os seres humanos, hoje, são obrigados a se posicionarem seja sobre a demorada reforma de uma igreja local até a útima bomba lançada de Israel para Jerusalém ou vice-versa. Pior que isso: o mais importante não tem sido o fato discutido em si, mas sim de quem é a culpa.

As rodas de discussão quase sempre estão em busca, além de um grande "opinador", um culpado. Uma pessoa, um ser, uma situação, um objeto... Qualquer coisa em que a palavra "culpa" possa ser atribuída e nos libertar de tudo. Nos livrar de qualquer mal divino, qualquer julgamento terreno, de qualquer sentimento que nos alivie da "dor" de pensar que alguma coisa ruim que possa acontecer tenha nossa influência direta ou indireta. A culpa sempre fica por conta do tempo, do trânsito, do governo, dos traficantes, dos EUA, dos nordestinos, dos muçulmanos, dos ricos, do Greenpeace, enfim... A lista de candidatos a culpados é infinita.

A quadro se agrava mais ainda quando estamos diretamente ligados à situação em questão: a culpa daí é do líder, do subordinado, do cliente, do fornecedor, do marido, da esposa, dos filhos, do garçom, do manobrista, do motorista, do cobrador, do tempo (coitado do tempo!)... O fato é que nos pesa demais assumirmos a "culpa" por algo ruim que aconteceu (ou acontece, ou acontecerá. Daí, tanto faz o tempo verbal). Nos estraga o dia, o mês, o ano ou a vida pensar que somos reponsáveis por algum fato desagradável que venha a ocorrer em nossas vidas ou na vida alheia. É muito mais fácil e confortál atribuir atitudes ou resultados desagradáveis a fatores externos do que a nós mesmos.

Mas, por que isso ocorre? Qual a causa por sermos assim? Em meu ponto de vista, tenho duas teorias. A primeira, é o Determinismo.

O Determinismo, basicamente, explica que, as ações de um indivíduo são resultado do meio em que ele vive. Ou seja, todas as decisões tomadas ou atos realizados foram por causa da influência de outrem. Que se este(s) ser(es) influenciador(es) não existisse(m), sua atitude não seria tomada daquela maneira. Daí, surgem os "Ah, eu ultrapassei pela direita porque aquele navalha não saía da frente!" ou "Eu bati em minha esposa porque ela não dá sossego!", ou, até mesmo, "Eu matei porque ele(a) merecia". Bom, se pensarmos por este lado, o Determinismo é um prato cheio para os "desculpados" do mundo todo. Com ele, é possível praticar desde uma simples mentira até a maior atrocidade e aliviar todo sentimento de culpa que machuca e incomoda.

A segunda é o ego.

O ego tem feito muito mal à sociedade durante a história da humanidade e a cada indivíduo especificamente. Gerras, morte, dor, desprezo, miséria... Tudo isto tem a ver com o ego. Um "país" não ajuda ao outro por ego ferido. Um amigo não ajuda ao outro por ego ferido. Enfim, o EU é sempre mais importante e está sempre a frente de qualquer situação. Não há nada nem ninguém no universo que possa ser melhor que EU. "EU posso!", "EU quero!", "EU vou!", "EU sou!", "E tudo pra ontem, porque meu EU tem pressa!", "O que você está fazendo de tão importante pra deixar meu EU esperando?!", e, não poderia faltar o "EU não tenho culpa disso", que também pode ser ouvido na forma de "Não fui EU que errei" ou "EU acertei, ELES erraram", entre outras centenas de variações. O EU nunca erra. O EU é incrível!

Desta forma, está cada vez mais escasso o tipo de pessoa que assume seus atos e suas devidas  consequências. A pessoa comum de hoje é a pessoa "sabonete": aquela que escorrega de todas situações em que sua responsabilidade é requisitada. É simplesmente impressionante o quanto nós estamos perdendo nossa indentidade, nossa verdadeira essência, nosso amor ao próximo... É muito triste saber que estamos tomando este rumo.

Portanto, na hora em que você for se justificar, pare, pense um pouco, analise a situação. Todos nós somos SERES HUMANOS e podemos (e devemos) errar. É bom errar. Aliás, é ótimo! Só assim, poderemos aprender. Só assim, seremos mais sábios. A ideia de perfeição é uma coisa absolutamente insana, pois foca no impossível! Esta ideia tem feito mais e mais pessoas tristes e frustradas. Tem trazido mais sofrimento... Quando erramos, aprendemos. Quando aprendemos, evoluímos. Quando evoluímos, nos tornamos pessoas melhores.

A culpa machuca, maltrata, mas ajuda. Uma sociedade sem culpa é uma sociedade sem alma, que não assume responsabilidades, que não ajuda quem necessita. A ideia de tirar a culpa de nós mesmos, só deixa mais evidente o quanto somos frágeis e inseguros em relação a nós mesmos! Culpar alguém, é deixar claro que você é exatamente do jeitinho daquela pessoa que você culpou... Que aquilo que você não gosta nela, está vivíssimo em você, mas isso é assunto para um outro post.

 

Temos de nos tornar na mudança que queremos ver. Mahatma Gandhi.


Abraços e obrigado pela leitura.